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	<title>Sahara Experience</title>
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	<pubDate>Thu, 19 Mar 2009 01:31:21 +0000</pubDate>
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		<title>Fórum Alternativo da Água defende pessoas contra a privatização</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 01:28:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Em Março vai ter lugar em Instambul, na Turquia, o 5º Fórum Mundial da Água onde se vão discutir as políticas da água no mundo. O Fórum estará dominado pelos governos e empresas privadas, sendo o ponto principal da agenda a privatização dos recursos e do acesso à água. Contra este primado e em defesa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="border: 7px solid black; margin: 7px;" src="http://www.ecoblogue.net/images/stories/temas/agua/abast_agua.jpg" alt="" width="150" height="103" />Em Março vai ter lugar em Instambul, na Turquia, o 5º Fórum Mundial da Água onde se vão discutir as políticas da água no mundo. O Fórum estará dominado pelos governos e empresas privadas, sendo o ponto principal da agenda a privatização dos recursos e do acesso à água. Contra este primado e em defesa da água pública e da gestão sustentável dos recursos vai ter lugar um Fórum Alternativo que junta os movimentos sociais em prol das pessoas e não dos lucros. Sabe mais <strong><a href="http://alternatifsuforumu.org/en/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=13&amp;Itemid=27">aqui </a>.</strong></p>
<p>Fonte: ecoblogue</p>
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		<title>PJ investiga vários processos na Câmara de Portimão</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Mar 2009 01:24:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidjesus</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Plano Director Municipal (PDM) de Portimão tem uma cláusula que é uma verdadeira mina: quem souber utilizá-la, e obtiver o apoio do executivo camarário, conseguirá sempre alargar o perímetro urbano da cidade - teoricamente até ao infinito. É por causa dessa cláusula, e daquilo que a câmara e alguns promotores tem conseguido fazer, que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="border: 7px solid black; margin: 7px;" src="http://www.ecoblogue.net/images/stories/temas/especula_urbana/portimao.jpg" alt="" width="193" height="149" />O Plano Director Municipal (PDM) de Portimão tem uma cláusula que é uma verdadeira mina: quem souber utilizá-la, e obtiver o apoio do executivo camarário, conseguirá sempre alargar o perímetro urbano da cidade - teoricamente até ao infinito. É por causa dessa cláusula, e daquilo que a câmara e alguns promotores tem conseguido fazer, que a Polícia Judiciária está a investigar o processo que conduziu à aprovação, durante o ano passado, do loteamento Jardins do Pontal, junto ao campo de jogos.</p>
<p>A história tem um precedente datado de 2001, altura em que a autarquia aprovou uma urbanização proposta pela empresa Locus, numa zona contígua ao aglomerado urbano. À luz das plantas que delimitam as diferentes categorias de espaços do PDM, o terreno a lotear situava-se em &#8220;espaço urbanizável, zona de expansão urbana Z4&#8243;. Queria isso dizer que, nesse local, se podia construir pouco mais de metade daquilo que seria autorizado se o espaço fosse considerado como &#8220;aglomerado urbano&#8221;.</p>
<p>Sucede que o então director do Departamento de Urbanismo, Alberto Estêvão, um engenheiro que foi um dos principais responsáveis técnicos pela elaboração do PDM, entendeu que, apesar de o terreno se encontrar em &#8220;espaço urbanizável&#8221;, se encontrava também no &#8220;aglomerado urbano&#8221;. Isto porque, escreveu num despacho, o aglomerado urbano, segundo a tal cláusula do PDM (art.º 11.º alínea a), é a área como tal definida no plano &#8220;ou, na ausência de delimitação (&#8230;)&#8221;, um &#8220;perímetro definido pelos pontos distanciados 50 metros das vias públicas&#8221; que o separam da zona urbana consolidada.</p>
<p>Apesar de, em princípio, esta cláusula nem sequer ser aplicável, porque a planta de ordenamento do PDM delimitava ali o aglomerado urbano, a tese de Alberto Estêvão - posteriormente objecto de uma condenação a três anos e meio de prisão por corrupção passiva, que ainda está pendente de recurso - foi aceite pela câmara e o loteamento da Locus aprovado.</p>
<p>No caso dos Jardins do Pontal, a solução utilizada para fazer multiplicar os direitos de construção dos promotores foi exactamente a mesma. Requerido por Paulo Júdice Abreu Neto, o processo de loteamento dos quase oito hecatares que possui nos limites da cidade foi objecto de uma informação do actual director do Departamento de Urbanismo, Agostinho Escudeiro, em Setembro de 2007.</p>
<p>Lá se explica que o terreno se localiza em &#8220;zona de expansão urbana Z4&#8243;, com um índice de construção de 0,50, e que, atendendo ao facto de a área a urbanizar ser de 40.980m2, a área de construção correspondente é de 20.490m2. Acontece que o projecto de loteamento, a cargo da empresa Dinamarq, de que a mulher de Escudeiro já foi sócia, contempla 35.974m2 (440 fogos em oito prédios de cinco e sete pisos) - ou seja, mais 75 por cento do que o previsto no PDM para aquela categoria de espaços.</p>
<p>E o que propõe Escudeiro? Que o projecto seja aprovado. E porquê? Porque &#8220;o PDM tem uma definição de aglomerado urbano que estende em 50 metros o mesmo a partir de arruamentos infra-estruturados&#8221; e porque já foi aprovado &#8220;o loteamento Locus nas mesmas circunstâncias&#8221;. A câmara anuiu, deu o seu acordo de princípio, e aprovou-o em Fevereiro de 2008.</p>
<p>Processo caducou</p>
<p>Pouco depois chegaram à Procuradoria-Geral da República e à Inspecção-Geral do Ambiente e do Ordenamento do Território duas queixas contra esta forma de fazer crescer a zona urbana em &#8220;mancha de óleo&#8221;. No final do ano passado, a PJ começou a investigar o caso, tendo já ouvido Paulo Abreu Neto, o proprietário que celebrou em 2007 um contrato de promessa de compra e venda dos terrenos com a empresa Hagen, pelo valor de 16 milhões de euros. Abreu Neto confirmou ao PÚBLICO que foi ouvido na PJ, mas recusou-se a adiantar pormenores. Os investigadores fizeram também diligências sobre o assunto na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região do Algarve (CCDR) e estão a seguir a pista de eventuais práticas de corrupção.</p>
<p>Contactado pelo PÚBLICO, o vereador das obras de Portimão, Sobral Luís, informou ontem, por escrito, que o processo voltou à estaca zero. &#8220;O projecto que Paulo Neto apresentou está caducado. Ficou de apresentar as especialidades e não apresentou em tempo útil. O projecto da Hagen, o novo promotor para aquela zona do território, está em apreciação. Os serviços jurídicos estão a analisar este processo. Não há um metro quadrado de construção aprovado para os terrenos em causa&#8221;, afirma o autarca.</p>
<p>Quanto às investigações da PJ sobre o processo e também sobre as empresas Expoarade (ver outro texto), Sobral Luís disse desconhecer &#8220;qualquer inquérito em curso desta ou de outra entidade&#8221;. A câmara, acrescentou, &#8220;está aberta a colaborar com as autoridades para averiguar o cumprimento da legalidade&#8221;.</p>
<p>16 milhões de euros é o valor do contrato de promessa de compra e venda entre Abreu Neto e a empresa Hagen</p>
<p>Fonte: Público</p>
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		<title>Biocombustíveis são desastre ambiental</title>
		<link>http://www.davidjesus.com/2009/02/11/biocombustiveis-sao-desastre-ambiental/</link>
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		<pubDate>Wed, 11 Feb 2009 19:59:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidjesus</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[
PARA ALÉM DO ÓLEO DE COZINHA USADO, NÃO EXISTE BIOCOMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL
Acontece que a nova geração de biocombustíveis é mais um desastre ambiental
Por George Monbiot
Publicado no jornal GUARDIAN a 12 de Fevereiro de 2008
Pode ser que eles agora prestem atenção. Começaram por ignorar os ambientalistas e até os geólogos. Irão agora ignorar também os capitalistas?
Um relatório [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<strong>PARA ALÉM DO ÓLEO DE COZINHA USADO, NÃO EXISTE BIOCOMBUSTÍVEL SUSTENTÁVEL</strong><br />
Acontece que a nova geração de biocombustíveis é mais um desastre ambiental</p>
<p>Por George Monbiot<br />
Publicado no jornal GUARDIAN a 12 de Fevereiro de 2008</p>
<p>Pode ser que eles agora prestem atenção. Começaram por ignorar os ambientalistas e até os geólogos. Irão agora ignorar também os capitalistas?</p>
<p>Um relatório publicado na semana passada pelo Citibank e até agora ignorado pela comunicação social identifica “dificuldades genuínas” em aumentar a produção do petróleo “particularmente depois de 2012”. (1) Embora nos próximos quatro anos comecem 175 projectos de grandes perfurações, há o “ receio de que a maior parte deste aumento seja neutralizada por um declínio muito rápido na actual oferta”. A indústria do petróleo tem feito pouco da ideia de que a produção pudesse atingir o seu máximo e começar a declinar, mas as “provas recentes de falhas em aumentar a produção tendem a passar o ónus da prova para os produtores“ uma vez que têm sido incapazes de responder ao aumento maciço dos preços. “A produção global total de hidrocarbonetos líquidos estabilizou desde meados de 2005 ligeiramente acima de 85 milhões de barris por dia.&#8221;</p>
<p>O problema é complicado como sempre pela recusa do cartel da OPEP em aumentar a produção. O que mudou, diz o Citibank, é que os países não OPEP já não conseguem reagir ao aumento dos preços. Significara isto que a produção nestes países atingiu o pico? Se sim, o que tencionam fazer os nossos governos?</p>
<p>Há nove meses atrás solicitei ao governo britânico a sua avaliação das disponibilidades mundiais de petróleo. Os resultados espantaram-me: não havia nenhuma.(2) O governo confiava exclusivamente numa fonte externa: um livro publicado pela Agencia Internacional da Energia (AIE). A omissão tornou-se mais estranha ainda quando li o livro e descobri que não passava de uma polémica básica, onde se apelidavam de “profetas da desgraça” todos os que duvidassem do futuro do abastecimento do petróleo e isto sem apresentar dados consistentes que apoiassem tais conclusões.(3) Embora os membros da OPEP tenham um grande interesse em exagerar as suas reservas a fim de melhorar as suas cotas, ainda assim a AIE confiava nessas avaliações sobre o futuro do abastecimento petrolífero.</p>
<p>Na semana passada tentei de novo e recebi a mesma resposta: “o governo concorda com a análise da AIE de que as reservas globais de petróleo (e gás) são suficientes para sustentar o crescimento económico no futuro previsível”.(4) Talvez o governo não tenha notado que a AIE está agora a recuar. O Finantial Times diz que a AIE “admitiu que tem prestado pouca atenção aos estrangulamentos do fornecimento enquanto se acumulam evidências de que o petróleo está a ser descoberto mais lentamente do que se esperava&#8230; o abrandamento na velocidade de descoberta de novos poços é um segredo ciosamente guardado pela indústria, e a AIE está preocupada de que os dados de que actualmente dispõe possam não estar correctos”. (5) O que acontece se os números estiverem realmente errados? E se aquilo que a OPEP anda a dizer for uma grande mentira? Que planos de contingência tem o governo? A resposta é zero vírgula nada.</p>
<p>A Comissão Europeia, por seu lado, tem um plano, e é um desastre. Ela reconhece que “a dependência do petróleo no sector dos transportes&#8230; é um dos mais sérios problemas de segurança no fornecimento de energia que a UE tem pela frente”.(6) Para diversificar as fontes de combustível, e também para diminuir as emissões de gases com efeito de estufa, a Comissão ordenou aos Estados Membros que em 2020 o petróleo dos nossos carros inclua 10% de biocombustíveis. Isto não resolverá o problema da falta de petróleo, mas vai ajudar a minorá-lo por criar um problema ainda maior.</p>
<p>Para ser justo para com a Comissão, ela reconheceu agora que os biocombustíveis não são a panaceia universal. No texto preliminar da Directiva estabelece-se que eles não devem ser produzidos por destruição de floresta tropical virgem, pradarias primordiais ou pântanos e turfeiras, pois isto iria aumentar a emissão total de gases com efeito de estufa. Também não deve ser prejudicado nenhum ecossistema rico em biodiversidade para produzir tais biocombustíveis.(7)</p>
<p>Parece bem, mas há três problemas. Se os biocombustíveis não podem ser produzidos em habitats virgens, ficam confinados à terra agrícola existente o que significa que sempre que enchermos o depósito do carro estaremos a tirar comida da boca das pessoas. Isto, por sua vez, vai conduzir ao aumento do preço da alimentação, o que estimula os produtores a destruir os habitats selvagens – florestas e tudo o resto – para os produzirem. Poderemos ficar descansados com a moralidade das nossas leis, mas os impactos vão ser os mesmos. Não há saída para isto: num planeta finito com alimentos limitados ou competimos com os famintos ou cultivamos mais terras.</p>
<p>O terceiro problema é que a metodologia da Comissão acabou de ser virada do avesso por dois novos estudos.(8,9) Publicados na revista Science, eles calculam os custos totais de emissões carbono para a produção de biocombustíveis. Quando o uso de novas terras (causada, quer directamente, quer pelo deslocamento das culturas alimentares) é levado em consideração, todos os biocombustíveis mais comuns causam um aumento maciço nas emissões.</p>
<p>Mesmo a fonte mais produtiva – cana do açúcar cultivada na savana do Brasil - cria um débito de carbono (devido à queima da biomassa que lá existia, que teve de ser eliminada para dar lugar à nova plantação) que leva 17 anos a equilibrar. Como as reduções maiores de carbono devem ser feitas já agora, o efeito global desta cultura, para já, é o de exacerbar as alterações climáticas. A fonte pior – óleo de palma produzido em território roubado à floresta tropical húmida assente em depósitos de turfa - produz um débito de carbono de cerca de 840 anos. Mesmo quando se produz etanol a partir do milho cultivado na terra arável não usada (que na UE se chama “em pousio” e nos Estados Unidos “reserva de conservação”), são necessários 48 anos para neutralizar as emissões iniciais de carbono. Os factos mudaram. Irá a política segui-los?</p>
<p>Muita gente acredita que há uma maneira de evitar estes problemas: produzindo biocombustíveis não das próprias colheitas mas dos seus resíduos – se o combustível puder ser feito de palha, ervas ou lascas de madeira, não há implicações para o uso da terra e não existe o perigo de aumentar a fome. Até recentemente eu próprio acreditava nisso.(10)</p>
<p>Infelizmente a maior parte dos “desperdícios” agrícolas não são nada disso. Esse é o material orgânico que mantém a estrutura do solo, segura nutrientes e armazena carbono. Um estudo encomendado pelo governo americano propõe que 75% dos resíduos agrícolas anuais sejam usados para fins energéticos.(11) Segundo um artigo publicada na Science do ano passado, essa remoção dos resíduos das colheitas pode multiplicar por cem a taxa de erosão do solo.(12) Por outras palavras, o nosso vício do carro pode levar tanto a um pico do petróleo como a um pico do solo.(13)</p>
<p>Remover as sobras das culturas significa substituir os nutrientes que elas contêm por fertilizantes sintéticos, o que por sua vez vai conduzir a mais emissões de dióxido de carbono. Um estudo recente de Paul Krutzen, laureado com o Prémio Nobel, sugere que as emissões de óxido nitroso (um gás com efeito de estufa 296 vezes maior que o do CO2) devidas aos fertilizantes azotados vão absorver todos os ganhos que os biocombustíveis possam permitir, mesmo sem ter em conta as consequências da alteração de uso da terra.(14)</p>
<p>Também não resolve o problema fazer culturas especiais de segunda geração, como árvores ou gramíneas: tal como as outras culturas energéticas elas deslocam, quer a produção alimentar, quer as emissões de carbono. Um dos estudos publicados na Science mostra que cultivar certas gramíneas cria um débito de carbono de 52 anos. Algumas pessoas sugerem a sintese de biocombustíveis de segunda geração a partir de erva de prados naturais ou de lixo municipal, mas já é bastante difícil a produção a partir de um único material; mais difícil ainda será fazer seja o que for a partir de uma mistura. Para além do óleo de cozinha usado, não existe um biocombustível sustentável.</p>
<p>Todas estas soluções retorcidas servem apenas para evitar uma mais simples: reduzir o consumo de combustíveis nos transportes. Mas isto requer a utilização de uma matéria prima diferente. Infelizmente, já há algum tempo que as reservas globais de coragem política parecem ter atingido o seu pico.</p>
<p>|in <a href="http://stopogm.net/?q=node/292">stopogm.net</a></p>
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		<title>Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 16:38:23 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[artigos]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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Nas últimas semanas o mundo assistiu com impotência ao horror da invasão israelense à faixa de Gaza. Apesar de as imagens transmitidas pela televisão refletirem apenas uma pequena parte do sofrimento da população palestina, eram mais do que suficientes para compreender o drama que estavam vivenciando. Famílias inteiras dizimadas por bombas; lares, escolas, lojas, hospitais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="border: 7px solid black; margin: 7px;" title="tropical" src="http://www.pvrs.org.br/paginas/imagens/pvrs05.jpg" alt="" width="270" height="198" /></p>
<p>Nas últimas semanas o mundo assistiu com impotência ao horror da invasão israelense à faixa de Gaza. Apesar de as imagens transmitidas pela televisão refletirem apenas uma pequena parte do sofrimento da população palestina, eram mais do que suficientes para compreender o drama que estavam vivenciando. Famílias inteiras dizimadas por bombas; lares, escolas, lojas, hospitais e templos reduzidos a entulhos em questão de segundos; sistemas de distribuição de água, esgoto e energia destruídos; medo, raiva, dor, esgotamento, fome, sede.</p>
<p>O que grande parte do mundo não sabe- porque nunca chega a ser difundido pelos meios de comunicação de massas- é que existem outras situações bem similares à de Gaza, que ocorrem quase todo dia em diferentes partes do planeta. As armas usadas podem ser diferentes e o número de pessoas afetadas pode ser menor, mas os resultados são os mesmos: a violação dos direitos humanos das pessoas e a destruição de seus meios de vida.</p>
<p>Por exemplo, no dia 18 de dezembro de 2008, centenas de policiais e paramilitares irromperam em um povoado da província de Riau em Sumatra, Indonésia, com gás lacrimogêneo e armas de fogo. Um helicóptero lançou uma bomba incendiária em um povoado e incendiou centenas de moradias supostamente com napalm. Foi usado gás lacrimogêneo e armas de fogo. Duas crianças foram mortas e muitas pessoas foram feridas enquanto outras foram capturadas. Cerca de 400 moradores fugiram para a floresta nas montanhas e apenas 58 permaneceram no povoado. Dois dias depois, um helicóptero voou a baixa altura sobre as tendas dos sem-teto e os bombardeou com pedras.</p>
<p>O motivo de tanta violência pode até parecer absurdo: a produção de papel. Não obstante, da mesma forma que no conflito palestino, o problema de fundo radica no controle territorial. O governo indonésio desconhece os direitos tradicionais das populações locais e atribui para ele a propriedade do território, que cede a uma empresa para plantar árvores destinadas à produção de papel. As comunidades locais se resistem a ser expulsas e a resposta é a violência.</p>
<p>Situações semelhantes vêm ocorrendo permanentemente e a questão do controle territorial está sempre presente como uma das causas centrais. Por exemplo, cada vez que um governo decide construir uma grande barragem hidrelétrica, está violentando os direitos de milhares ou centenas de milhares de pessoas que habitam na área e cujos lares, florestas e campos de lavouras vão ser inundados ou cujos meios de sobrevivência vão ser gravemente afetados pela barragem. Normalmente, as pessoas não aceitam passivamente esse fato e o Estado intervém através da repressão e criminalização do protesto.</p>
<p>É o mesmo que ocorre quando um Estado outorga concessões madeireiras, petroleiras ou mineiras a alguma empresa. Os territórios afetados não estão vazios, senão que aí habitam comunidades indígenas, tradicionais ou camponesas, que em muitos casos têm vivido no local muito antes da existência do Estado nacional. Contudo, este último desconhece os direitos ancestrais dessas comunidades e atribui a si mesmo o direito de propriedade sobre essas terras.</p>
<p>É importante esclarecer que para esses povos, a destruição da floresta é equivalente ao que foi presenciado em Gaza: a destruição de lares, templos, escolas, armazéns, hospitais, sistemas de água potável. De fato, a floresta é seu lar e templo e dela obtêm alimentos, medicinas, adubo, fibras, madeiras, água e tudo quanto precisarem como meios de vida. A desaparição da floresta e a degradação ambiental decorrente das atividades industriais que a substituem- atividade madeireira, monoculturas, mineração, exploração petroleira, hidroenergia, etc.- são como “bombas” lançadas sobre seus territórios que destroem tudo o que para eles têm valor.</p>
<p>“Todos somos palestinos”. Sob este lema milhares de pessoas do mundo inteiro manifestaram seu apoio ao povo palestino e seu repúdio ao ataque do Estado de Israel sobre a Faixa de Gaza. Muitos outros “palestinos” –como os ayoreo no Paraguai, adivasi na Índia, bagyeli na África Central, Tagaeri e Taromenane no Equador/Peru e muitos outros- estão sendo hoje “bombardeados” e precisam ser apoiados em sua luta desigual contra inimigos bem mais poderosos do que eles.</p>
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		<title>Barco de ambientalistas e navios baleeiros japoneses colidiram no Oceano Austral</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Feb 2009 16:33:15 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[info]]></category>

		<category><![CDATA[direitos dos animais]]></category>

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		<description><![CDATA[O “Steve Irwin”, barco da organização Sea Shepherd, e dois navios baleeiros japoneses colidiram hoje no Oceano Austral quando os ambientalistas tentavam impedir os japoneses de içar baleias para um navio-fábrica, o “Nisshin Maru”. A colisão não causou feridos.
“Dissemos-lhes para não continuarem as capturas ilegais de baleias e avisámos que iríamos bloquear a rampa que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="border: 5px solid black; margin: 5px;" title="baleia" src="http://www.ecoblogue.net/images/stories/temas/clima/greenpeace.jpg" alt="" width="149" height="99" />O “Steve Irwin”, barco da organização Sea Shepherd, e dois navios baleeiros japoneses colidiram hoje no Oceano Austral quando os ambientalistas tentavam impedir os japoneses de içar baleias para um navio-fábrica, o “Nisshin Maru”. A colisão não causou feridos.</p>
<p>“Dissemos-lhes para não continuarem as capturas ilegais de baleias e avisámos que iríamos bloquear a rampa que está na popa do navio-fábrica”, conta o capitão do “Steve Irwin”, Paul Watson, num comunicado no site da organização. “Decidiram testar-nos e avançaram contra nós”.</p>
<p>Os activistas tentavam bloquear a transferência de uma baleia morta do “Yushin Maru 1” para o navio fábrica quando o “Yushin Maru 2” avançou contra eles. “Não consegui virar para a direita sem colidir com o ‘Yushin Maru 1’. Tentei recuar mas o movimento do ‘Yushin Maru 2’ tornou a colisão inevitável”, explicou Paul Watson.</p>
<p>Segundo o capitão, os navios japoneses arremessaram objectos de metal e bolas de golfe, dispararam canhões de água e usaram uma arma acústica LRAD (Dispositivo Acústico de Longo Alcance). “Nunca senti nada assim”, comentou Emily Hunter, de Toronto, Canadá. “Podemos sentir os nossos músculos vibrar”.</p>
<p>“Tentamos tornar estas capturas o mais difícil possível para eles”, disse Molly Kendall de Adelaide, Austrália. “É difícil vê-los matar estas baleias e estamos determinados a fazer tudo o que for possível para deter este massacre horrível”.</p>
<p>O “Steve Irwin” garante que continua no rasto do “Nisshin Maru”, navio que iniciou a época de caça na Antárctica a 17 de Novembro.“Desejava não termos de estar aqui nesta situação perigosa”, comentou Watson. “Se a Austrália ou a Nova Zelândia aceitarem levar o Japão a um tribunal internacional, nós recuamos. Mas não temos outra escolha se não fazer o que pudermos com os recursos possíveis porque a lei internacional não está a ser cumprida, para defender as baleias neste santuário criado pela comunidade internacional”.</p>
<p>As autoridades japonesas, que caçam mais de 800 baleias por ano alegando fins científicos, consideram que a colisão foi “um acto de violência e não tem desculpa”, comentou Shigeki Takaya, do Ministério japonês das Pescas. Tóquio disse que na véspera, o Sea Shepherd tinha arremessado garrafas de ácido contra os navios japoneses e lançado cordas à água para se enlearem nas hélices dos navios.</p>
<p>Novo jogo de forças será disputado em Junho na ilha da Madeira</p>
<p>Ainda que em 1986 o organismo que gere a caça à baleia, a Comissão Baleeira Internacional (IWC, sigla em inglês), tenha imposto uma moratória à captura comercial para salvar as baleias da extinção, há vários países que nunca se conformaram. Todos os anos, o Japão lidera um grupo que tenta derrubar a proibição.</p>
<p>O jogo de forças deste ano será disputado na 61ª reunião anual da IWC, na ilha da Madeira, em Junho. Mas as negociações à porta fechada já começaram.</p>
<p>Em cima da mesa estará, nomeadamente, uma proposta para trocar uma ligeira redução no número de baleias mortas pelo Japão no Oceano Austral pela autorização da caça de baleia-anã na costa do Japão.</p>
<p>Mas esta não agrada nem a ambientalistas nem ao Japão. “O único acordo aceitável será o fim total da caça à baleia pelo Japão no Santuário do Oceano Austral, mas não podemos deixar que isto aconteça às custas das baleias ameaçadas no Pacífico Norte”, comenta a Greenpeace.</p>
<p>Na terça-feira, o Japão terá rejeitado a proposta. “Não estamos em condições de aceitar qualquer proposta que proíba o Japão de continuar a sua investigação baleeira”, disse o ministro das Pescas Shigeru Ishiba, citado pelo “The Guardian”.</p>
<p>Esta semana, o novo Governo da Islândia revelou que vai rever a política baleeira do país e reconsiderar uma decisão polémica tomada no final de Janeiro pelo antigo executivo, liderado por Geir Haarde, para aumentar em seis vezes a quota do país.</p>
<p>Fonte: Público</p>
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		<title>Amazónia sofreu destruição de 17% em cinco anos, diz ONU</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Jan 2009 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidjesus</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[info]]></category>

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		<description><![CDATA[Um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazónica foram destruídos em um período de cinco anos, entre 2000 e 2005. A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="border: 7px solid black; margin: 7px;" title="amazonia" src="http://www.ecoblogue.net/images/stories/temas/agricultura/amazonia1.jpg" alt="" width="148" height="99" />Um relatório prestes a ser divulgado pelo Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) aponta que 17% da Floresta Amazónica foram destruídos em um período de cinco anos, entre 2000 e 2005. A maior parte do desmatamento ocorreu no Brasil, mas os outros sete países que também abrigam a floresta estão sendo responsabilizados pela Pnuma, com exceção da Venezuela e do Peru.</p>
<p>A informação foi noticiada pelo jornal francês Le Monde na quinta-feira, e foi confirmada à BBC Brasil pelo Pnuma.</p>
<p>Segundo o jornal, durante este período foram queimados ou destruídos 857 mil km² de árvores - o equivalente ao território da Venezuela.</p>
<p>&#8216;Irreversível&#8217;</p>
<p>&#8220;A progressão das frentes pioneiras na Amazônia e as transformações que elas introduziram são tantas que o movimento de ocupação dessa última fronteira do planeta parece irreversível&#8221;, disse o órgão da ONU ao Le Monde.</p>
<p>Além do desmatamento, a grande corrida pela apropriação das gigantescas reservas de terra e das matérias-primas da região também tem um papel importante na deterioração da Amazônia, segundo o jornal.</p>
<p>&#8220;O modelo de produção dominante não leva em conta critério algum de desenvolvimento sustentável, conduz à fragmentação dos ecossistemas e à erosão da biodiversidade&#8221;, afirmou o Pnuma.</p>
<p>A entidade também condenou a situação das populações que habitam a floresta, que &#8220;vivem uma situação de grande pobreza&#8221;. &#8220;A riqueza retirada da exploração dos recursos naturais não é reinvestida na região&#8221;, disse.</p>
<p>O Le Monde conclui o artigo citando que o Pnuma pede um maior envolvimento internacional para ajudar financeiramente os países que abrigam a floresta, e cita como possível caminho o Fundo Amazônia, que prevê o investimento de fontes estrangeiras para desenvolver projetos que combatem o desmatamento.</p>
<p>O Pnuma prevê que o relatório final, com mais dados ainda sigilosos, seja divulgado durante o encontro anual de seu conselho administrativo, marcado entre 16 e 20 de fevereiro em Nairóbi, no Quênia.</p>
<p>Fonte: BBC Brasil</p>
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		<title>O que é uma crise capitalista?</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Jan 2009 20:48:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidjesus</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[artigos]]></category>

		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde logo, vejamos o que não é uma crise capitalista:
Haver 950 milhões de famintos em todo o mundo não é uma crise capitalista
Haver 4.750 milhões de pobres no mundo não é uma crise capitalista
Haver 1.000 milhões de desempregados espalhados por todo o mundo não é uma crise capitalista
Haver mais de 50% da população mundial no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="border: 7px solid black; margin: 7px;" title="capitalistas" src="http://3.bp.blogspot.com/_0vVKT_iqTC8/SX0IWCFHfEI/AAAAAAAAGB4/XnL0VeLlLP0/s400/explora%C3%A7%C3%A3ocapitalista3.bmp" alt="" width="225" height="245" />Desde logo, vejamos <strong>o que não é uma crise capitalista</strong>:</p>
<p>Haver 950 milhões de famintos em todo o mundo não é uma crise capitalista</p>
<p>Haver 4.750 milhões de pobres no mundo não é uma crise capitalista</p>
<p>Haver 1.000 milhões de desempregados espalhados por todo o mundo não é uma crise capitalista</p>
<p>Haver mais de 50% da população mundial no subemprego ou que trabalhe em condições precárias não é uma crise capitalista</p>
<p>Haver 45% da população mundial sem a acesso directo a água potável não é uma crise capitalista<br />
Haver 3.000 milhões de pessoas sem serviços sanitários mínimos não é uma crise capitalista</p>
<p>Haver 113 miçhões de crianças sem acesso à educação e 875 milhões de adultos analfabetos não é uma crise capitalista</p>
<p>Morrerem 12 milhões de crianças todos os anos por doenças que são perfeitamente curáveis não é uma crise capitalista</p>
<p>Morrerem 13 milhões de pessoas morram em cada ano por causa da deterioração do meio ambiente e das mudanças climáticas não é uma crise capitalista</p>
<p>Haver 16.306 espécies em vias de extinção, das quais uma quarta parte são mamíferos não é uma crise capitalista</p>
<p>Tudo isto, como se sabe, já havia antes, e não gerou nenhuma crise capitalista.</p>
<p>Pode ser tudo, mas não é, segundo os economistas e «especialistas» na matéria, uma crise capitalista.</p>
<p>O que é, então, uma crise capitalista? Ou, dito por outras palavras, quando é que começa a sentir-se uma crise capitalista?</p>
<p>A crise capitalista aparece quando os lucros esperados, e que são o fim e a razão de ser das empresas capitalistas, não são alcançados. Aí sim, quando os lucros já não são tão elevados como se esperava, fala-se então de uma crise capitalista.</p>
<p>Ou seja, a crise capitalista surge quando os factos associados aos indicadores sócio-económicos acima referidos sobre a fome, a pobreza, o desemprego, a precariedade, a escassez de água potável e de apoio sanitário, mostram que não são suficientemente maus e negativos para garantir a rentabilidade dos investimentos e do capital dos poderosos grupos e empresas multinacionais, pelo que a manutenção da rentabilidade desses conglomerados empresariais exigirá ainda uma maior degradação das condições sociais de vida das populações como meio para garantir as tão almejadas taxas de lucro das grandes empresas mundiais, que são quem verdadeiramente dominam o mundo, segundo a lei que as governa, isto é, a maximização do lucro e a capitalização dos ganhos.</p>
<p>NOTA FINAL:</p>
<p>Curiosamente, dizem os «donos» deste mundo que quem não pensa em função da maximização dos lucros e da acumulação do capital, esses são pessoas sonhadoras, irresponsáveis, líricas, idealistas subversivos…</p>
<p>Mas, afinal, quem se mostra verdadeiramente fanatizado pelo fundamentalismo do lucro e do capital, longe das realidades e das necessidades das populações, quem tem sido responsável pelo crescimento insustentável e desigualitário, quem se revela completamente viciado na roleta desta economia de casino como é o capitalismo, são essas figuras pardas, cínicas e sombrias que nos governam, exploram e oprimem.</p>
<p>|in <a href="http://pimentanegra.blogspot.com/">pimentanegra</a></p>
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		<title>Vídeo Activistas</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 22:38:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidjesus</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[artigos]]></category>

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		<description><![CDATA[A câmara tornou-se uma ferramenta que se deve levar para uma manifestação.
Os grupos Indymedia (formados a partir das manifestações de Seattle) são parte fundamental das redes alterglobais. O objectivo principal dos vídeo-activistas e dos media activistas é desafiar os media oficiais e dar a conhecer acontecimentos que
seriam marginalizados das &#8220;agendas&#8221; dos órgãos de comunicação social [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" style="border: 7px solid black; margin: 7px;" title="video activista" src="http://www.blocomotiva.net/images/stories/Kit/make.jpg" alt="" width="288" height="200" />A câmara tornou-se uma ferramenta que se deve levar para uma manifestação.<br />
Os grupos <a href="http://www.indymedia.org/pt/index.shtml"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Indymedia</strong></span> </a>(formados a partir das manifestações de Seattle) são parte fundamental das redes alterglobais. O objectivo principal dos <span style="text-decoration: underline;"><strong><a href="http://www.videoactivism.org/hotlinks.html">vídeo-activistas</a></strong></span> e dos media activistas é desafiar os media oficiais e dar a conhecer acontecimentos que<br />
seriam marginalizados das &#8220;agendas&#8221; dos órgãos de comunicação social institucionais.<br />
Outra função importante, é impedir ou testemunhar abusos policiais durante as manifestações.<br />
Este tipo de acção militante tornou-se possível por duas circunstâncias principais:</p>
<p>1. O embaratecimento dos aparelhos de filmar, dos computadores e softwares de montagem.</p>
<p>2. O aparecimento da internet e a vulgarização da banda larga. Estas alterações tecnológicas tornaram mais abstrusas os monopólios privados e estatais da difusão da comunicação e permitiram colocar alguns grãos de areia nesta engrenagem tentacular que são os grandes grupos de comunicação. Por todo o mundo começaram a vulgarizar-se sites de vídeo-activistas que exibem pequenos filmes e documentários. Os primeiros exemplos mais conhecidos são os filmes <span style="text-decoration: underline;"> <a href="http://www.whisperedmedia.org/btheb.html"><strong>Breaking the Bank</strong></a></span> , sobre as manifestações em Washington contra o Banco Mundial que se realizaram em 2000, e o <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.whisperedmedia.org/showdown.html"><strong>Showdown in Seattle</strong></a></span> , sobre as manifestações contra a Cimeira do Milénio da OMC, realizadas em Seattle, no ano de 1999.  Em Portugal, um dos primeiros exemplos do género foi o documentário <strong>Era uma vez um arrastão</strong> dirigido pela jornalista Diana Andringa sobre a criação pela comunicação social de um assalto gigantesco que teria sido feito por moradores dos subúrbios na praia de Carcavelos, a que se deu o nome de &#8220;Arrastão&#8221;.  Estes novos instrumentos tecnológicos abrem novas perspectivas de mobilização e comunicação aos activistas. Com a internet e a multiplicação de pequenas câmaras nas mãos dos militantes é possível reagir em tempo real a determinados acontecimentos e situações. Outra experiência, interessante em zonas de contra-cultura é a proliferação de vblogs (vídeo blogs), tendo alguns deles alcançado um sucesso muito grande: por exemplo o noticiário diário do <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.rocketboom.com/">Rocketboom</a></span> </strong>era visto por mais de 3 milhões de pessoas, por dia, está neste momento interrompido pela saída da sua apresentadora Amanda Congdon.  Todas estas novas possibilidades, tendem a criar uma informação estruturalmente diferente, em que as pessoas não se dividem entre espectadores e actores, em que não existe uma hierarquia, mas que é possível fazer uma acção mediática em que todos podemos participar em igualdade e que todos possamos fazer parte de uma rede, em que às vezes &#8220;falamos&#8221; outras &#8220;ouvimos&#8221;. Para este &#8220;contágio&#8221; mediático e subversor, é muito importante um determinado número de organizações que funcionam como uma espécie de &#8220;tradutores&#8221;, que tornam acessíveis ao maior número de pessoas a aprendizagem destes instrumentos mediáticos.</p>
<p>Aqui ficam alguns nomes, para além da Indymedia, <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.papertiger.org/index.php">Paper Tiger Television</a></span> , <span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.whisperedmedia.org/">Whispered Media</a></span> , <a href="http://www.bignoisefilms.com/">Big Noise Filmes</a></strong> .</p>
<p>Para saber mais, pode-se ler:<br />
- <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.akpress.org/2001/items/videoactivisthandbook">The Video Activist Handbook</a></span></strong> , de Thomas Harding - <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.lachambre.it/modules.php?name=News&amp;file=article&amp;sid=582">Guêrrilla Kit</a></span></strong> , de Morjane Baba - <strong><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://www.amazon.fr/exec/obidos/ASIN/2207249441/403-3391032-1168451">Comment Manipuler les Médias</a></span></strong> , de Patrik Farbiaz</p>
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		<title>Fotografias Fauna e Flora Deserto do Sahara Marrocos</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 20:23:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>davidjesus</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

		<category><![CDATA[deserto do sahara]]></category>

		<category><![CDATA[marrocos]]></category>

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		<description><![CDATA[

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