Exército Zapatista de Libertação Nacional
No estado de Chiapas, um dos mais pobres do México, vários camponeses de procedência indígena organizaram, em 1994, o Exército Zapatista de Libertação Nacional. Liderados pelo subcomandante Marcos, os revoltosos realizaram ataques surpresa que tomaram repentinamente várias cidades do sul mexicano. Entrando em conflito com as tropas do governo, o Exército Zapatista apresentou grande resistência frente os exércitos oficiais.
Conquistando a simpatia de uma expressiva parcela da população camponesa do México, o movimento luta pela ampliação de direito dos camponeses e o fim do NAFTA (Tratado de Livre Comércio da América do Norte). De acordo com os integrantes do movimento, o México necessitava sofrer uma profunda transformação política, social e econômica. Em 1997, uma grande marcha sobre a capital do México mostrou ao mundo a força galgada pelo movimento.
Reagindo violentamente contra os revolucionários, o governo realizou uma ocupação armada na região de Chiapas. Durante os confrontos, 45 indígenas zapatistas foram mortos no massacre da Aldeia de Acteal. A partir de então, o movimento ganhou destaque nas manchetes do mundo inteiro demonstrando a situação no México. Atualmente, o movimento ainda vive e demonstra que as desigualdades e os problemas históricos dos camponeses mexicanos ainda perduram.





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